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Pela união dos seus poderes, eu sou o Capitão Planeta!

Pela união dos seus poderes, eu sou o Capitão Planeta!

Os nascidos na década de 80 devem lembrar bem desse personagem, o Capitão Planeta, um super herói ecológico criado em 1990 por Ted Turner, fundador da CNN, como forma de alertar seus pequenos telespectadores a cuidar bem do planeta e do meio ambiente, o que não surtiu muito efeito no futuro desses pequenos, até porque, hoje em dia, mesmo com toda educação ecológica que recebemos na década de 90, o planeta continua sendo degradado a passos largos, e o pior, sem nenhuma projeção de melhora.

Mas bem, continuemos pois o assunto é Capitão Planeta. A ideia deu tão certo que o desenho foi vendido para mais de 100 países, incluindo o Brasil, que o transmitiu no Xou da Xuxa e TV Colosso, além da Cartoon Network, Futura e Tooncast, num passado mais próximo. Ao todo foram produzidos 113 episódios de 30 minutos cada.

No final das contas, o capitão em si, era o que menos aparecia no desenho, que além dele era formado por outros cinco protetores kids, dentre eles um brasileiro, índio da tribo dos Caiapós, chamado Ma-Ti, e que representava o “Coração” do grupo e tinha como poder o dom de se comunicar com os animais através da telepatia. Quantos desenhos gringos que você conhece que tem personagens brasileiros?

Seus poderes foram dados por Gaya, ou o espirito protetor da Terra, que os deu para os protetores através de anéis mágicos que representavam cada um dos elementos: terra, ar, fogo, água e coração (?!). Seu poder era mais ou menos igual ao do Ma-Ti, contato telepático, mas mais voltados aos seres humanos de bom coração, e o usava para passar uma bela mensagem ao final de cada episódio. Era quase um Mestre dos Magos!

Os outros quatro protetores eram:

Kwame, um ganês, representante do elemento “terra”, que tinha o poder de criar pequenos terremotos ou abalos sísmicos, mover rochar, abrir pequenas fendas no chão e manusear a terra deixando-a mais dura, como uma rocha, ou mais maleável, como a lama;

Joey Wheeler, um típico americano meio folgado e atrapalhado, com as madeixas ruivas – se a TV naquela época fosse em HD, tenho certeza que daria para ver algumas sardas. Representante do elemento “fogo”, tinha o poder de controlá-lo, gerando pequenas chamas, esquentando objetos ou iluminando lugares escuros;

Linka: a mais inteligente do grupo, loura e soviética – já tinha acabado a Guerra Fria e um russo virou herói para os americanos. Seu elemento era o “vento”, que ela podia controlar e provocar pequenos tornados;

Gi: uma tailandesa apaixonada pelo mar, surfista e fã de rock. Seu elemento não podia ser outro que não a “água”, que ela podia controlar em pequenas quantidades, criando ondas, redemoinhos ou mesmo dando forma.

Reparem que cada um tem um pequeno poder em mãos, algo que os difira do restante das pessoas, mas não os engrandeçam tanto quanto um super herói, que no caso é o próprio Capitão Planeta, a junção de todos os elementos da natureza, o que inclusive gerou o celebre bordão: “Pela união dos seus poderes, eu sou o Capitão Planeta!”. E ainda tinham as vozes infantis que o completavam: “Vai Planeta!”.

Caso  você já conheça e queira matar um pouquinho da saudade, ou caso não conheça mas tenha gostado da ideia e ficado curioso, seguem alguns episódios pra você poder assistir.

Esse é o primeiro episódio!

https://www.youtube.com/watch?v=xUW2OIEHbEU

A abertura:

“Pela união dos seus poderes, eu sou o Capitão Planeta!”

Tem até um fan trailer bem tosco produzido pra tentar levar o desenho para as telonas: